quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Crise: até onde a recessão dos EUA afeta o mundo?





Os Estados Unidos já começaram o ano de 2008 com a sua estabilidade econômica ameaçada. A recessão já afetava em grande escala a produção do país, o desemprego aumentou, os salários caíram, os empresários precisaram reduzir os custos de manutenção das empresas e o país deixou de importar produtos. Todo um segmento de acontecimentos que prejudicaram a solidez, imagem e confiança do império americano.
A Crise está na boca de todas as pessoas do mundo. Será que afetará a nossa economia? Será que os Estados Unidos voltarão com a mesma força no cenário econômico após a crise? Seria a crise um retrato das consequências da política de guerra adotada por Bush? Será que a crise á apenas mais uma jogada de manipulação dos Estados Unidos para demonstrarem novamente o seu poder para todo o mundo? Várias questões e hipóteses são constantemente levantadas em relação à real profundidade da crise e quais são suas reais causas.
Mas independente de o que ela seja na verdade, ela está aí para nós vermos, está acontecendo e pode prejudicar sim o Brasil e outros países emergentes, se essa já não for a sua causa. Afinal um grande grupo de países subdesenvolvidos estão começando a emergir no cenário econômico mundial como possíveis potências em um futuro próximo, o que afetaria a hegemonia econômica e o poder de influência que os Estados Unidos mantêm sobre esses países. Em outros tempos isso seria motivo para uma guerra declarada, agora é motivo para crise.
O Brasil é um dos países que podem ser afetados por essa crise, afinal é um dos países que mais exporta produtos e alimentos para os EUA e se fosse preciso ficaria sem os produtos para abastecer o irmão do norte. Mas a crise não pode afetar o Brasil drasticamente, não podemos deixar que isso aconteceça, pois é nesse momento que nós também mostraremos para o mundo o nosso poder de reabilitação enquanto enfrentamos adversidades.
O Governo precisa fortalecer nossos bancos centrais e nossos fundos de investimentos. Talvez já seja possível que isso aconteça com a arrecadação astronômica que o Governo brasileiro consegue tirar de vantagem em cima da população.
Agora mais do que nunca é preciso mostrar que conseguimos caminhar com as nossas próprias pernas e quebrar as correntes de dependência que nos mantém presos à economia americana.
Difícil?
Não tanto quanto criar e inovar roteiros hollywoodianos que emplaquem tão bem no mundo como os adotados pelo Governo americano com o objetivo de desestruturar e enfraquecer outra base política que não seja a própria.

2 comentários:

Fernando disse...

eh realmente dificil entender essa ideologia americana que adora pregar pecas no mundo... mas o tempo eh o senhor da razao e mais cedo ou mais tarde eles vao acabar encontrando o deles.
se eh que ja nao encontraram

parabens pelo excelente blog!

Rivaldo R.Ribeiro disse...

Meu jovem amigo, o tempo é curto, a internet é discata, mas hoje encontrei um fresta no meu tempo para visitar o seu blog.

Apesar da crise que os americanos estão enfrentando eu acredito na sua recuperação. Por duas razões: O seu patriotismo muito forte e diversificação da sua economia.

Nós brasileiros estamos crescendo, já fomos fortes em tempos anteriores: tempo da monocultura cafeeira é um exemplo, dos senhoros de engenho, nos sustentamos em cima de um ou dois pilares, quando um deles ameaça a ruir ou desaba, o nosso país inteiro cai junto.

Por essa razão que sou contra as monoculturas , hoje principalmente da cana de açucar, é um desenvolvimento em cima de uma perna só, estão se formando vários segmentos ligados nesse ramo. Tomara que os governos deixam um pouco essa politica que mais parece uma jogatina de lado, e incentivam a diversificação do nosso desenvolvimento, só dessa forma iremos suportar qualquer tormenta.

Você como sempre aborda assuntos que nos disperta, assopra como se dizia lá sitio, "o tição para a brasa pegue fogo".

Um abraço e boa sorte!