quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Meios alternativos de sustentabilidade na Amazônia ?



Que a Amazônia, por enquanto, guarda a maior reserva florestal e diversidade ambiental do mundo, isso já é clichê, mas que dentro dessa reserva existam recursos ambientais auto-sustentáveis, isso é uma novidade muito agradável. Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) criaram um tijolo vegetal a partir de restos florestais da região. O Tijolo usa matéria que seria transformada em lixo, não pressiona o desmatamento, pois não precisa de lenha pra ser queimado e, com isso, reduz as emissões de gases de efeito estufa e é tão resistente quanto o tradicional. Mas só o fato de o produto ser feito de restos vegetais que seriam lixo já nos traz à consciência a tranquilidade de saber que algo bom, nem que seja o mínimo que pode ser feito, está sendo feito por lá.
É possível construir uma casa popular, em torno de 40 metros quadrados em apenas 8 horas, pois não é preciso usar cimento para que os tijolos se firmem. Os tijolos são assentados com base no sistema macho-fêmea (frio e quente).
O tijolo vegetal é produzido com o ouriço da castanha do Brasil, a casca da castanha e os mesocarpos do coco e do Tucumã (um tipo de palmeira), que oferecem grande resistência mecânica. O tijolo vegetal mostrou-se excelente isolante térmico e apresenta grande durabilidade em uma região de elevada temperatura e umidade. Como não usa argila, haverá um ganho adicional na área de saúde. Na produção tradicional, os oleiros, ao retirar a argila, deixam enormes buracos que acumulam água de chuva. Esses locais tornam-se nascedouros de mosquitos causadores de inúmeras doenças, como a dengue. O processo utilizado sem o uso da argila elimina esse problema.
Uma boa notícia quando se trata da famosa sustentabilidade humana no mundo, que está ficando cada dia mais abalada. Mas ainda é preciso olhar para a frente, e com atenção, pois a Amazônia está, mais do que qualquer outro lugar do mundo, recheada de soluções alternativas para a sustentabilidade. Só falta investimento e infra-estrutura para pesquisadores que se aventuram na região em busca de boas notícias para o mundo. Vamos torcer para que comecem a respeitar nossa floresta e a deixem nas mãos do desenvolvimento brasileiro, pois o desenvolvimento brasileiro no futuro se deverá em grande parte ao desenvolvimento e descobertas provenientes da floresta. Mais do que nunca é preciso confiar no potencial de desenvolvimento amazonense.

Um comentário:

Carlos Augusto disse...

Eres de brasil!! que bien!! gracias por tu comentario!! saludos desde México!!