segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2008 nunca mais!

É a reta final de mais um ano. Alguns têm a impressão de o tempo estar passando cada vez mais rápido e o ano não dura o tempo que deveria, enquanto há quem pense que o ano foi muito demorado e que já estava na hora de acabar. Para todos os fins quinta-feira é um novo ano e até lá muitas reflexões ainda serão feitas. Já passamos dos 80 minutos de jogo em 2008, mas o jogo só termina quando acaba e ainda há muita coisa a ser feita esse fim de ano. Agora é o momento final de organizar e tirar uma lição de todos os acontecimentos, pensamentos e atitudes tomadas em 2008, para que não cometamos o mesmo erro em 2009 e conseguirmos repetir as alegrias de 2008.



Um bom exemplo de como exorcizar os fantasmas de um ano ruim está em Nova York, na realização do evento

Good Riddance Day, que aconteceu domingo, 28. O evento realizado na Times Square é um tanto cômico; as

pessoas podem jogar materiais que não trazem boas lembranças: caso de fotos, caixas de cigarro, extratos de banco, contas atrasadas e bilhetes não-premiados da loteria em um grande lixo que fica a disposição de todos. As pessoas dispõem até mesmo de um martelo e um triturador para destruir de vez as más lembranças antes de jogar no lixo.




Aqueles que não tinham uma má lembrança “física” podiam escrever aquilo que gostariam de esquecer em um papel. Os papéis costumam protestar contra “mercado financeiro”, “câncer”, “aparelhos”, “aquecimento global”, “romances ruins”, “finanças ruins”, “atitudes ruins” e até “George W. Bush”. A pessoa que faz o protesto mais criativo leva para casa 250 doláres.


Antes de começar 2009 não se esqueça de deixar consciência e pensamentos em ordem e não tenha dúvidas de que dará o seu melhor para que esse ano não seja lembrado pelo arrependimento e desilusão. Com certeza o ano não será apenas de alegrias, mas é preciso saber lidar também com os momentos de dificuldade. A diferença está em cada um de nós e na maneira com que lidamos com as adversidades do cotidiano. Cada um é senhor dos momentos que atrai para si.



sábado, 27 de dezembro de 2008

Natureza: Fonte de inspiração e energia

Algumas pessoas gostam de ler, outras preferem tirar fotos, outras adoram meditar. Mas o ser humano tem algo em comum, ao entrar em contato com a natureza o cérebro relaxa, recebe a calma do ambiente e fica aberto à experiências sutis. O contato com a natureza, seja passando alguns dias no campo ou apenas caminhando em um parque, pode ajudar a curar a fadiga mental. Apenas uma hora caminhando pelo campo já seria suficiente para melhorar o desempenho do cérebro em 20%.


Não é nenhuma surpresa o ser humano não ter tempo algum reservado para a natureza em sua agenda atual. Temos uma vida corriqueira: Rotina de trabalho, crianças, estudo, preocupações, uma série de fatores que acabam contribuindo para a fadiga mental que pode ser identificada com aquela canseira inexplicável, sono infinito, confusões mentais e outros sintomas relativos ao cérebro e nunca encontramos uma maneira de solucionar essa fadiga, pois não temos tempo suficiente para isso.

E aí chega um dia que nos afastamos da cidade e entramos em contato com a natureza. Inexplicavelmente, deixamos de sentir muito dos sintomas da fadiga mental e , quando nos damos conta, já estamos completamente contagiados pelo ambiente calmo e pacífico que encontramos nesse novo mundo, completamente diferente daqu
ele que costumamos viver durante o cotidiano.
Pois tudo está explicado. Essa semana
cientistas americanos afirmaram que o contato com a natureza aumenta os níveis de concentração e a memória, uma velha suspeita que agora está confirmada.


A natureza é uma fonte incomparável de energia positiva.
Cuide da Natureza e a aproveite. Seja lendo um livro, meditando, apreciando, fotografando, caminhando... apenas a aproveite, para aproveitar também o máximo de seu cérebro!

O futuro está presente


É... lembra quando assistíamos aos filmes de ficção científica e, estes nos presenteavam com grandes invenções que, muitas vezes, seriam totalmente inviáveis para os padrões humanos? No Japão parece que nada disso é impossível. Mais uma prova disso é a medida que a cidade de Ginowan adotou para espantar a crise e atrair mais turistas à cidade, um ônibus anfíbio. O ônibus é o primeiro que oferece passeio turístico terrestre e aquático.

E assim a economia japonesa está como sempre: viva! O país já teve dois centros que sofreram sérios e covardes atentados, nunca possuiu nem um terço de capacidade produtiva de países subdesenvolvidos, como o Brasil, e sempre conseguiu figurar entre os grandes no cenário econômico. Belíssimo fruto atraído pelo pensamento japonês, que sempre manteu em sua cultura o espírito da Luta e da Esperança.

Resta a dúvida se o País sobreviverá caso aconteceça alguma catástrofe com o clima mundial, pois se o nível do mar subir, o Japão terá um sério risco em perder ainda mais território e utilizar ainda mais esse tipo de transporte. Irônico. Melhor pensarmos também no futuro da Vida e não apenas nos aparatos e inovações técnológicas. Países que não se preocupam com as consequências da catástrofe em território isolado demonstram claro interesse político na na extinção de outras culturas. Nem sempre isso é visível, ou no mínimo perceptível.

Os passeios do ônibus anfíbio iniciaram neste sábado e deverão continuar até 19 de março de 2009.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Devagar, devagueio


Enquanto pensamos em tornar tudo mais fácil
nos esquecemos de como a sensatez é frágil.
É verdade que algumas pessoas possuem algo mais
e pensar contra elas é algo que te torna incapaz
mas a vida é uma estrada longa e questionável;
é preciso descobrir os muitos que possam fazê-la mal
e depois esperar que o tempo torne tudo real.
pois se é fato que, se aqui se faz, aqui se paga
a justiça será palpável. Que algo a traga!

Se é verdade que a dúvida seja o princípio da sabedoria,
Estou certo de que a verdade chegará sem rodeios qualquer dia.
Pois, se é certo que felicidade épara quem se basta a si próprio,
manterei meu dogma: sempre serei o melhor negócio

Se vives em uma busca e não atinges seu objetivo
Mire o bem... que ele sempre seja o alvo!
Mas tenhas consciência de que o mal vagueia por toda parte
e um dia escolherás se com ele manterá sua arte
Lembre-se sempre, que sua existência ecoa a todo momento
e a escolha do bem implicará em deixar o mal perdido no tempo
Se já tiver em mente a razão que une e convence.
não tenhas dúvida em seguir o caminho que vive e vence!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Espírito Natalino sob vários ângulos

Estamos prestes a comemorar mais um Natal, data simbólica para o nascimento de Cristo, porém a figura dos natais atuais não tem lá sido Ele, que perde espaço nas comemorações a cada ano que passa. Há algum tempo o Natal deixou sua máscara de lado, o que antes era uma comemoração sadia, hoje deu lugar à exageros: de desperdício, falsidade e oportunismo. No Natal todas as pessoas são livres e irradiam espírito natalino, doam o que podem, o que não podem e são muito amigáveis.


Em Valparaíso, São Paulo, temos um bom exemplo de como é fácil se enganar com essa afirmação. Um presidiário que ganhou o benefício de saída temporária da prisão foi detido novamente em apenas 5 horas e, com o currículo ainda mais recheado. Acusado de roubar um carro, atropelar e matar uma pessoa em Presidente Prudente, só foi parado quando seu carro bateu em um poste. Não é novidade esse tipo de acontecimento, afinal todos sabem que o sistema penitenciário do país é uma piada. Um engano natalino, mas o espírito continua vivo, vamos lá.


No Rio de Janeiro, muitos policiais estão distribuindo brinquedos para crianças carentes no morro e, depois, será realizada uma grande festa para a comemoração Natalina contando com a presença de Tenentes e Sargentos. Não estou condenando essa atitude, que de fato é muito nobre, só tenho minhas dúvidas se é verdadeira a intenção de fazer com que essas crianças se sintam crianças amadas por algum tipo de representação do Estado, já que daqui algum tempo elas deixarão até de ser consideradas como pessoas, sendo taxadas como bandidos, terão a vida em risco. Ria agora, chora depois.

Enquanto isso, na Romênia foi escrita a maior carta do mundo destinada ao Papai Noel. A carta de 384m foi escrita por mais de 2 mil crianças e entre os pedidos não havia nenhum vídeo-game de última geração, tênis, computador e nem brinquedos. Os pedidos eram apelos para que o Papai Noel salve as florestas, oceanos, as pessoas e o planeta. Se eu encontrasse uma dessas no Correios não sei qual seria minha reação. Como a inocência e a pureza dessas crianças são de encher os olhos, não? É confortante ver que pelo menos as crianças se preocupam com o futuro da sua vida no Planeta, pois essas crianças podem não viver na mesma Terra que nós vivemos hoje, assim como não vivemos no mesmo planeta de cem anos atrás. Mas quando adiantou a esperança e fé de quem fica quando comparada com a ganância e a frieza de quem vai?


Nesse Natal podemos tentar trocar nosso maldito Espírito Natalino por consciência, talvez surtisse mais efeito... ainda dá tempo.


Tenham um Feliz Natal e que Jesus se faça presente na mesa de todos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O que você chama de arte?

Arte normalmente está relacionada a manifestações do interior do artista, que a partir do momento que vive alguma experiência pode processar e expressar suas emoções e idéias de uma maneira diferente e camuflada, seja através de músicas, textos, desenhos, arquiteturas ou esculturas. Arte está completamente relacionada a percepção diferenciada que uma pessoa tem em relação à outras, o que consequentemente faz com que a pessoa sinta a inspiração do momento e possa expressar de alguma maneira.


Uma obra de arte nunca estará completa caso falte um elemento básico: pessoas que analisem a arte através da razão, pois só assim será possível chegar ao objetivo que o artista tanto quis expressar. A arte muda conforme as necessidades de cada civilização, originalmente a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. Atualmente contamos com uma avalanche de "obras de arte" à nossa disposição e isso fez com que eu tentasse reaver meus conceitos de razão, o que não foi possível.


Uma galeria de artes em Veneza abrigará uma exposição com obras de um artista um tanto diferente: Cholla, um cavalo de 23 anos que ficou famoso por suas pinturas à óleo. O animal, cujo trabalho tem impressionado o mundo das artes plásticas e é descrito como tendo a "paixão de Pollock" e o "olhar fixo de Resnick", já teve obras vendidas por mais de R$ 4,5 mil.o cavalo é de propriedade da bailarina americana Renee Chambers e sua aptidão foi descoberta por acaso em maio de 2004. Enquanto Chambers pintava o curral de sua propriedade em Reno, no Estado americano de Nevada, o cavalo demonstrou interesse no que ela estava fazendo e seu marido teve a idéia de entregar pincéis a Cholla. Chambers então comprou papel e tinta, pôs um pincel entre os dentes dele e, desde então, Cholla não parou mais de pintar, sem permitir que ela escolha as cores ou mexa o cavalete enquanto ele trabalha.
Um cavalo ficar famoso por pintar é normal, pois isso é algo que não se vê todo dia, mas convenhamos, garantir que o sucesso do cavalo implica em talento, aí já é demais. Entregar o pincel para o cavalo um dia é uma brincadeira legal, fazer a mulher trocar a arte por alguns minutos com o marido, mas considerar o produto final uma "obra de arte" foi uma piada e tanto do casal.
Durante esse texto tentei rever meus conceitos de razão em relação à arte. Agora que estou em seu final tentarei rever meus conceitos em relação à sociedade. Ah, algumas obras de arte do cavalo são as imagens que usei no texto.

Quem quiser conferir mais visite a página pessoal do cavalo!

http://www.artistisahorse.com/

aqui vai a página para o contato (não é brincadeira, pelo menos eu não brinco), caso alguém queira adquirir uma simpática obra pela quantia de 5 casas decimais acesse:

http://www.artistisahorse.com/contact.htm


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Neuroplasticidade: Cérebro bem estruturado sem limite de idade

A plasticidade neural ou neuroplasticidade é a capacidade de organização do Sistema Nervoso frente ao aprendizado e a lesão. É fato: toda atividade que desafie ou estimule o cérebro produz mudanças anatômicas significativas no cérebro, como o aumento de dendritos, espinhas dendríticas e aumento de sinapses (conexão entre neurônios). Experiências e costumes individuais acabam padronizando o cérebro e, quando a pessoa possui uma habilidade que se diferencia de outra em um nível de certa maneira superior à pessoas que não tenham a mesma técnica, essa habilidade só tende a evoluir com o decorrer do tempo e com a prática, independente da idade.



Durante muitos anos se acreditou que, a partir de certa idade, os neurônios não se renovavam mais, contudo,a partir de estudos feitos em cima da Neuroplasticidade, descobrimos que isso não é verdade; à medida que as pessoas envelhecem, há certa deterioração no hemisfério direito do cérebro, que está ligado ao aprendizado, enquanto o hemisfério esquerdo organiza as tarefas já aprendidas e que habitualmente são postas em prática. Mas a deterioração do hemisfério direito não significa que uma pessoa idosa não aprenda, muito pelo contrário; se essa pessoa atingiu certo grau de sabedoria em sua vida, as atividades de aprendizado passarão a ser controladas também pelo hemisfério esquerdo, como que uma transformação de dualidade para unidade

Ao longo da vida,acumulamos um repertório de aprendizados que nos permitem abordar novas situações com familiaridade. Podemos chamar isso de Experiência. Conforme envelhecemos, nossa atividade mental está amplamente dominada por essas rotinas cognitivas, acionando um “piloto automático” no cérebro



É possível manter o cérebro ativo e com qualidade de raciocínio até superior com o passar do tempo, o segredo é moldar a mente, mantendo o cérebro ativo através de diversas atividades. Nós seres humanos podemos conservar nossas sinapses ao longo da vida, mas o esforço para fazê-lo é devidamente proporcional ao esforço mental. O cérebro não se degenera com a idade, apenas muda de forma e tem uma evolução particular de acordo com as áreas mais utilizadas, tornando as pessoas sábias Cultive bons hábitos e seja escravo deles.

domingo, 21 de dezembro de 2008

"Adote uma carta" | Campanha Nacional dos Blogueiros


Atenção pessoal, essa é uma ótima ação e que não é nem um pouco impossível de ser providenciada.
Estão disponíveis em qualquer agência dos Correios do país cartas de crianças que escrevem para o Papai Noel ( isso mesmo, lembra quando a melhor cartinha escrita para o Papai Noel no fim de ano do primário era recompensada com um presente simbólico? ). Essas cartas são de crianças de regiões carentes do país e que muitas vezes não possuem renda e cacife para o básico de alimentação.
A própria agência do Correio se encarrega de entregar o presente e também, por quê não? Uma carta de resposta para a criança.
Aproveite o Espírito Natalino, seja também um bom Papai Noel e colabore.

Volta ao batente

Bom, espero que ninguém tenha imaginado que isso aqui ficaria abandonado, heehee. Foi-se o tempo difícil do ano. Fechar o segundo ano tranquilamente na faculdade e curtir um pouco as férias. Agora a manutenção do blog já foi feita. E a manutenção não estava em nenhum tipo de problema com o blog e sim com o representante da página. Agora tudo está devidamente aprontado para um bom resto de férias tranquilo e publicando ainda mais frequentemente.

Então, para seus devidos fins, o Mentor Digital está de volta!




domingo, 16 de novembro de 2008

MANUTENÇÃO

Olá para os poucos leitores que costumam acompanhar o mentor digital, venho por meio dessa mensagem informar que o blog está passando por uma manutenção. Mas não se preocupem, não tardará para que eu volte a postar
Atenciosamente, Cáspio.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Maconha, sem rodeios.


Dizer que a legalização da maconha seria a salvação da humanidade é errado, mas também não podemos ser hipócritas a ponto de dizer que não iria trazer benefícios ao próprio homem. Grandes avanços foram dados na Idade Média graças a ela, a fibra que era retirada do caule da erva foi essencial na construção de embarcações, cordas e tecidos, que foram ferramentas essenciais para a descoberta da América. Cristóvão Colombo atravessou o Oceano Atlântico com 80 toneladas de cânhamo que foram utilizadas na construção de sua caravela.

Dizer que a maconha não faz mal à saúde seria uma estupidez, mas seria também estupidez afirmar que uma pessoa acometida pelo câncer e faça quimioterapia – sofrendo os piores enjôos e dores – afirme que, mesmo tendo outras drogas a seu dispor para evitar seu sofrimento, a Cannabis é a que obtém os melhores resultados? Ou ainda com uma pessoa que sofre de esclerose múltipla (doença degenerativa) e vive com seus fortes espasmos musculares e tem seu sistema urinário e gastrintestinal funcionando de maneira deficiente afirma que o sofrimento só é amenizado usando a erva. E as mulheres que sofrem com terríveis cólicas menstruais também podem usar a Cannabis como analgésico para apaziguar o sofrimento.

O preconceito quanto à utilização da maconha ainda é muito grande no Brasil, mas muitas pessoas ainda não sabem o porquê, pessoas que têm sua opinião facilmente manipulada por quem faz a informação. A maconha é proibida no Brasil por pura questão ideológica. Ao buscarmos nossa igualdade em relação a nossos irmãos norte-americanos, copiando vários aspectos e regras de sua sociedade, nem a maconha escapou, ela é proibida também por preconceito. Preconceito contra os negros, escravos e povos asiáticos que usavam a erva para fins relaxantes e medicinais. Foi mais fácil assim, deixar de estudar quais seriam os reais efeitos e o que seria bom e mal, e qual opção seria melhor entre álcool e maconha, deixando todas essas questões de lado e apenas seguindo o procedimento de copiar a cultura dos Estados Unidos, que já tinha definições de o que era legal e ilegal em sua constituição o uso da maconha continua proibido.


Além do uso popular, a maconha ainda tem muitas outras utilidades: a produção de papel e tecido, através da fibra do cânhamo, além de plásticos e medicamentos. Com isso todos sairiam ganhando, a Evolução, a População e o Governo, já que teria recolhimento de impostos. Quanto à legalização para usuários o governo também teria sua parcela de lucro, desde quando fosse legalizada, passaria a fazer parte da receita do Governo e não do tráfico. Seria preciso também que se criasse um núcleo para quem futuramente quisesse abandonar o vício, assim como o “Disque Deixe de Fumar” visível em todos os maços de cigarro atualmente.


Por que não adotar medidas como a Holanda que, na década de 70, autorizou lojas de café a comercializar a “erva”, tirando-a das mãos dos traficantes e dificultando o acesso a outras drogas, como a heroína, cocaína, que tiveram seu número de usuários reduzidos, pois só seriam encontradas no tráfico. A legalização da maconha seria uma das soluções para o problema do tráfico e do preconceito, pois o preconceito contra o usuário já está expresso desde o momento em que ele vai buscar a droga em “quebradas e baixadas” e corre o risco ainda de não achar a sua “erva” e de sair de lá com outra droga, muito mais pesada que seria oferecida pelo traficante. Com a legalização da maconha, o tráfico só seria procurado por quem fizesse o uso dessas drogas pesadas, pois a maconha poderia ser comprada em bares, ou em qualquer estabelecimento próprio.


E o que dizer do solo do Nordeste? Atualmente pouco se planta na área mais quente do País, área que poderia ser melhor utilizada, pois possui a melhor condição para o cultivo da planta. Com a legalização, a maconha não estaria tirando o espaço destinado à plantação de alimentos, já que estaria sendo plantada em uma área que pouco ajuda com essa demanda de recursos. E olha só... biocombustível de maconha? Assim a monocultura da cana perderia um pouco do seu espaço também e o solo não sofreria as consequências que apenas o cultivo da cana pode expor.


Alternativas são dadas para serem estudadas. Já foi a época em que buscávamos nos igualar a uma nação de ponta e copiar seus hábitos. Hoje já temos a consciência e certeza que podemos ser mais. Não podemos culpar os Estados Unidos por não terem legalizado a droga em seu território, para, conseqüentemente copiarmos sua ilegalidade, a culpa é mesmo do Brasil, que, historicamente sofre com a falta de audácia e imaginação. Estamos acostumados a trilhar um caminho autorizado pelos outros e deixamos de apontar nosso próprio caminho. O principal obstáculo para isso é nossa falta de clareza e de confiança sobre a nossa originalidade coletiva, o nosso papel no mundo.



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olá, eu ainda sou realidade!


Estamos enfrentando duras realidades esse ano. A Crise Econômica prevalece soberanamente como a maior preocupação do ano. O mundo inteiro está acompanhando a Crise e também a corrida presidencial nos Estados Unidos, pois de lá pode sair a solução dos problemas que estão em pauta atualmente, pelo menos essa tem sido a promessa dos presidenciáveis norte-americanos. Obama promete um mundo melhor, enquanto McCain dispara que o socialismo de Obama pode beneficiar o mundo, mas afetará drasticamente os E.U.A. Mas uma coisa é certa, quem assumir o posto terá um grande abacaxi para descascar. Não apenas em relação à Crise.

A preocupação com a Crise dos Créditos têm sido tanta que acabamos nos esquecendo do problema maior que, se não for resolvido o mais rápido possível não nos dará oportunidade para resolver os problemas menores: O Aquecimento Global. Há quanto tempo isso deixou de nos preocupar? À mim, nunca. O quadro atual do aquecimento global se encontra da seguinte maneira, hoje os riscos são: Extinção de 25% dos mamíferos, a temperatura do Outono no Ártico está 5º acima do normal, recorde, em conseqüência da grande perda de gelo oceânico nos anos recentes, que permite maior aquecimento do oceano, a migração dos animais para altitudes maiores e montanhosas em busca de uma temperatura menor, dengue na Europa devido ao aumento da temperatura, suficientemente ideal para o mosquito e o aumento do nível do mar em regiões litorâneas. O que fazer para desacelerar os efeitos do aquecimento?


Conscientização e atitude são o diferencial, por mais que se comente e debata o assunto, poucas pessoas agem para que os efeitos se revertam enquanto é tempo. A demanda por recursos na Terra supera a oferta em mais de um terço e em 30 anos o mundo precisará de DOIS planetas Terra para manter o estilo de vida atual dos habitantes. Alarmante, não? Os países com o maior impacto no planeta são os Estados Unidos e a China, que, juntos, representam cerca de 40% da pegada ecológica do mundo, esses países são devedores ecológicos, enquanto o Brasil é credor ecológico já que possui mais recursos do que consome, e ainda ajuda os devedores com sua biocapacidade. O que adianta quando os Governos se reúnem e criam programas para a reversão do quadro, enquanto a maioria das pessoas não colaboram?


Ser auto-sustentável é nossa obrigação. Vejamos aqui algumas maneiras de se alcançar a auto-sustentabilidade, se não pudermos ajudar o mundo pelo menos a nossa consciência estará salva.


Na hora das compras procure tapetes e cortinas de fibras naturais feitos de forma ecologicamente sustentável, adquirir roupas ecologicamente corretas (algumas grifes como a Levi’s possuem em sua coleção a linha ECO), dar preferência a alimentos produzidos o mais perto possível de sua região e dispensar sacolas de plásticos, passe a usar sacolas ecológicas.


Na sua casa troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas frias, espalhe plantas, faça rascunho com o verso dos papéis que chegam pelo correio ou que já foram utilizados, não deixe eletrodomésticos na tomada ou em modo standby, só ligue a máquina de lavar roupas quando as roupas sujas forem o suficiente para encher o tanque, assim como o ferro de passar, em vez de usar o esguicho para a limpeza, use um balde, regue as plantas com sua urina (que é um ótimo fertilizante), amarre as plantas com fio dental usado e abra as cortinas para aproveitar a luz do dia. Se morar em apartamento, use o elevador o mínimo possível.


No banheiro feche a água enquanto se ensaboa ou escova os dentes, tomar banho com um balde entre os pés, essa água pode ser reutilizada na descarga (10 litros para mandar embora um xixizinho é muito) e coloque uma garrafa pet cheia de água dentro da caixa de água do vaso sanitário, isso propiciará uma economia de dois litros por descarga.



Na Cozinha reutilize a água que cozinhou os legumes para preparar arroz, macarrão ou carne, utilize as cascas de frutas e legumes para fazer sucos ou bolinhos, não use detergentes que não sejam biodegradáveis, ou apenas use sabão, não jogue o óleo de cozinha na pia, leve até um supermercado que o recicle para fabricar sabão e evite copos descartáveis.


Vendo essas medidas pensamos ser impossível alcançar a sustentabilidade, mas não é, uma pequena parcela da sociedade já adota certas medidas em prol do mundo, pequena parcela que não fará diferença nenhuma se agir sozinha. Tente seguir essas medidas por pelo menos 15 dias. Fiz questão de deixar um ponto de fora para sua mente pensar positivamente: Você não precisa parar de comer carne... mas se quiser, ajuda também. Achou que eu iria me esquecer? Plante uma árvore!


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Viva a coragem do Ser Humano?


Esse flagra foi único! O informativo inglês Mail Online fotografou algo que normalmente quebraria a rotina do cotidiano de qualquer um, um homem consertando o seu ar-condicionado sem nenhum tipo de equipamento, do 16º andar de um prédio. É até questionável a insanidade da pessoa em evitar o medo como conselheiro em uma situação como essa, mas justiça seja feita, o cara é corajoso! Agora só resta saber se ele entende de ar-condicionados... ou, não descarto essa hipótese, um brasileiro vivendo na Rússia, com o samba ligado e torcendo que Deus dê uma forcinha na situação, que de tão lamentável fez com que o amigo usasse uma carguinha extra para dar um empurrãozinho no trajeto do ar-condicionado 16 andares abaixo: seu corpo. Falta de torcida do repórter não foi!
Melhor acreditar que o cara manja muito em lei da gravidade de Isaac Newton e calculou todas as hipóteses de o aparelho cair com a força do vento direcionada na janela de seu quarto, que a prática mostrou ser zero e havia calculado a ação após muitos rascunhos de contas perdidos na lixeira. Pegando uma frase emprestada de Newton: Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros gigantes. É, mas em outro chá de idéias com Isaac foi me passada outra frase: Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestiais, mas não a loucura das pessoas. Digo que foi o estopim para a revisão de meus conceitos.
Brincadeiras à parte... você faria? Talvez pensando na hipótese de testar a sorte contra o olhar apurado de um jornalista à espera de algo noticiável... menos ainda!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Analfabetismo. O Sistema já colabora o suficiente.




O analfabetismo é pautado em debates há muito tempo, mas ainda não foi possível criar algum tipo de programa que realmente diminuísse o grau de analfabetismo no País. Como alguns sabem, o analfabetismo começou a tomar proporções maiores com a Revolução Industrial: a burguesia procurava uma visão mais realista e funcional para a produção, o que foi possível com as Indústrias, que transformaram o trabalho humano em um processo mecânico. Tudo para atingir os interesses e objetivos da burguesia, apenas.
E hoje o problema não tem sido diferente, porém em estágio mais avançado. Hoje não é apenas a burguesia quem tem interesses para que o resto continue analfabeto ou não tenha o devido aprendizado no processo de educação, mas também o Governo, a Mídia de Massa, religiões, tudo para que o sistema continue o mesmo: Uma grande parcela da sociedade trabalhando para que essa pequena parcela continue a poder usufruir de todos os direitos e futilidades possíveis que a História os proporcionou. Tudo, sem que a grande parcela tenha a capacidade de questionar ou mesmo pensar em quais fundamentos foram utilizados para que a sociedade se transformasse no que é hoje. Um aglomerado de pessoas facilmente manipuláveis.
Não é errado dizer que o analfabetismo começa com a educação que a pessoa recebe em casa. Atualmente crianças com 13 e 14 anos já têm filhos – isso mesmo, crianças que deveriam estar estudando, para depois pensar em criar filhos – e acabam fazendo com que os brinquedos de antigamente, consequentemente, evoluam. Crianças que antes brincavam com bonecas e bonecos, hoje já cuidam de bonecos que acabam interagindo inteiramente com elas, os bebês, mas essas crianças não têm a consciência e senso auto-crítico necessários para saber que o seu boneco de hoje precisa de cuidados especiais e está triste. Se essa mãe não conseguiu buscar o futuro dela, quem dirá o de seu filho. O pior é sentir que o Governo acaba até gostando dessa idéia e cria os bolsas-famílias básicos da vida.
Assim como no auge do industrialismo em que barcos com uma tripulação lotada ancoravam em nossos portos, com mais mão de obra analfabeta para o trabalho braçal e pesado seja na indústria, ou colhendo matéria-prima para ela, hoje ainda chegam muitos ônibus lotados do norte e do nordeste, lugares onde o analfabetismo se destaca, para trazer mão-de-obra qualificada para horas e horas de serviço ininterrupto na colheita de cana.
Sinal que o Sistema ainda funciona, e muito bem. Mas minha preocupação com esse texto, além de expor aspectos do analfabetismo é também deixar uma pergunta: O que será dos analfabetos no futuro? Talvez eles não tenham conhecimento, mas a máquina é um grande substituto para o trabalho que, hoje, é feito por eles.
Eu sei, ninguém se preocupa com isso além das pessoas que detém o poder, o melhor é deixar que eles resolvam essa questão mais uma vez, hoje em dia eliminar seres-humanos desqualificados não é problema.

Momento Eloá... Quem?


Bom, não é novidade ver textos e reportagens sensacionalistas em relação ao caso Eloá durante a semana. Todos estão revoltados, sensibilizados e à procura de justiça. Eu também... Não em relação ao que aconteceu com Eloá, mas em relação ao que está acontecendo com a Mídia. Tudo bem quando dizem que a imprensa precisa apurar os fatos e noticiar, mas tomar partido, fazer uma entrevista ao vivo com o seqüestrador e sequestrada, palpitar e pressionar ações policiais, aí já é demais. Será que ninguém tem um pouco de senso-crítico para imaginar que na casa em que Lindemberg fazia seus reféns poderia ter uma TV? Só o Status de celebridade pelo tempo que ele ficou no ar, ao vivo e em reportagens especiais já lhe rendeu mais do que ele queria ao entrar na casa, e se for verdade mesmo que Eloá pediu que Nayara voltasse, eu não acharia exagero dizer que ela também estava gostando disso e que quando saíssem de lá, as duas seriam aclamadas e teriam seus nomes no noticiário durante semanas... Isso aconteceria de qualquer jeito, não do jeito que ela esperava.

Lindemberg entrou naquela casa por alguma razão e com algum objetivo, isso é fato, mas o que será que a mídia viu demais nesse caso para dar tanta ênfase assim? Será que a batalha política entre os policiais civis e militares, que tiveram grande importância para o mal desfecho dessa situação também fez com que a mídia se aproximasse do caso, para ver como a PM se sairia sem o auxílio da Civil? Se for isso, eu vou começar a pensar que a Mídia também possue certos interesses em relação à essa batalha que foi travada.

Não quero defender Lindemberg, até porque não existe Deus na terra que possa fazer isso, mas, como um garoto sem passagem pela polícia, que sempre ajudou sua família, poderia “surtar” de repente ao ponto de fazer algo assim. Exagero dizer que Eloá tem alguma culpa? Isso mesmo, a Eloázinha que não está mais aqui. Bom, ele fez toda a cagada dele e está sendo julgado e justiça seja feita, tomara que ele não cumpra 1/6 da pena para depois passar o resto do tempo em condicional. Já que a mídia pegou tanto no pé desse caso, que vá até o final. Tomara que isso não caia no esquecimento de todos, que só se preocupam mesmo quando algo assim acontece e, quando a poeira baixa, nenhum dos milhares de protestantes que saíram sensibilizados e revoltados na rua se lembrarem do desfecho. Que a Mídia reveja seus valores e deixe de pressionar acontecimentos para fechar a Edição de Domingo.

Não podemos deixar que um único acontecimento mude o rumo do mundo e que todos se esqueçam que ainda existe algo mais acontecendo, a tal da história que o mundo continua girando... E dá voltas! Não podemos deixar que a mídia continue influenciando nossa mente e maneira de pensar desse jeito, é preciso que nós nos conscientizemos em relação ao valor das coisas e nossos reais interesses. Caso contrário a mídia prevalecerá. Guardem suas placas e faixas, ainda virão muitas Eloás, Isabelles e João por aí.

Pessoalmente, tudo o que eu espero do caso Eloá é que o pai dela seja preso e que a absurda quantia de 2 milhões de reais não seja dada à Nayara... até merece menos, que é isso, quero ser seqüestrado também...

Como se resolve um sequestro na China

( Tá rolando na NET, não resisti.)

Veja esse caso de sequestro na China. Por causa de um recado num famoso site de relacionamentos chinês, um homem invade um apartamento em um bairro pobre de Pequim, e faz 2 jovens como reféns. Poucos minutos depois a polícia chega, junto com a imprensa.



Ele faz 3 exigências, os policiais pedem calma.


O negociador se aproxima.


O negociador se posiciona para falar com o sequestrador



Começa a negociação.


Exigências do sequestrador atendidas, fim de negociação.


Nesse momento, o sequestrador já está sentado no colo do capeta.

Apesar da violência, em menos de 30 minutos a polícia chinesa liberta os refêns, que não sofreram nenhuma agressão física. Se os policiais não tivessem feito nada, o homem teria mantido os reféns por quase 1 semana. A imprensa inundaria os telejornais de informações sensacionalistas. Talvez o sequestrador até teria dado uma entrevista para uma certa apresentadora escrota e sem noção, em algum programa de baixo nível qualquer. Possívelmente as vítimas acabariam feridas ou mortas pelo bandido, que pegaria alguns anos de prisão, mas sairia em condicional após cumprir 1 sexto da pena, por ser réu primário.

Qualquer semelhança com algo que você tenha visto recentemente é mera coincidência.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Meios alternativos de sustentabilidade na Amazônia ?



Que a Amazônia, por enquanto, guarda a maior reserva florestal e diversidade ambiental do mundo, isso já é clichê, mas que dentro dessa reserva existam recursos ambientais auto-sustentáveis, isso é uma novidade muito agradável. Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) criaram um tijolo vegetal a partir de restos florestais da região. O Tijolo usa matéria que seria transformada em lixo, não pressiona o desmatamento, pois não precisa de lenha pra ser queimado e, com isso, reduz as emissões de gases de efeito estufa e é tão resistente quanto o tradicional. Mas só o fato de o produto ser feito de restos vegetais que seriam lixo já nos traz à consciência a tranquilidade de saber que algo bom, nem que seja o mínimo que pode ser feito, está sendo feito por lá.
É possível construir uma casa popular, em torno de 40 metros quadrados em apenas 8 horas, pois não é preciso usar cimento para que os tijolos se firmem. Os tijolos são assentados com base no sistema macho-fêmea (frio e quente).
O tijolo vegetal é produzido com o ouriço da castanha do Brasil, a casca da castanha e os mesocarpos do coco e do Tucumã (um tipo de palmeira), que oferecem grande resistência mecânica. O tijolo vegetal mostrou-se excelente isolante térmico e apresenta grande durabilidade em uma região de elevada temperatura e umidade. Como não usa argila, haverá um ganho adicional na área de saúde. Na produção tradicional, os oleiros, ao retirar a argila, deixam enormes buracos que acumulam água de chuva. Esses locais tornam-se nascedouros de mosquitos causadores de inúmeras doenças, como a dengue. O processo utilizado sem o uso da argila elimina esse problema.
Uma boa notícia quando se trata da famosa sustentabilidade humana no mundo, que está ficando cada dia mais abalada. Mas ainda é preciso olhar para a frente, e com atenção, pois a Amazônia está, mais do que qualquer outro lugar do mundo, recheada de soluções alternativas para a sustentabilidade. Só falta investimento e infra-estrutura para pesquisadores que se aventuram na região em busca de boas notícias para o mundo. Vamos torcer para que comecem a respeitar nossa floresta e a deixem nas mãos do desenvolvimento brasileiro, pois o desenvolvimento brasileiro no futuro se deverá em grande parte ao desenvolvimento e descobertas provenientes da floresta. Mais do que nunca é preciso confiar no potencial de desenvolvimento amazonense.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

QUE REALMENTE SEJA FELIZ O NATAL, LULA!


Nosso Presidente da República continua tranqüilo em relação à crise americana. Segundo afirma, a crise é grave, mas o Brasil “tomou uma vacina” para não sentir os efeitos da crise. Em contrapartida a bovespa não pára de quebrar recordes diários de queda, o que mostra certa contradição entre o que nosso presidente tem de conhecimento em relação à crise e quais os verdadeiros riscos que ela representa. Mas qual é a vantagem para Lula conhecer o grau de risco da crise, afinal? Como nosso Presidente da República ele deveria ter conscientização e informações suficientes para contornar os efeitos da crise no mercado de ações brasileiro, mas talvez essa não seja a sua intenção, assim como afirmou: “a função do presidente nesse momento de crise é demonstrar serenidade e otimismo para a sociedade, é preciso dar a crises a dimensão que ela tem. A crise americana é profundamente forte, mas o Brasil está profundamente preparado. Essa é a diferença básica...”. Básica, se ele diz.

Tudo bem... vamos continuar com o voto de confiança, afinal nosso querido Papai Noel está prometendo um ótimo Natal para nós... e que realmente seja, presenteado com os mínimos efeitos da marola que sobrará do largo tsunami que varre a economia dos E.U.A.

Mas continuamos tendo olhos... E com eles uma grande responsabilidade.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Crise: até onde a recessão dos EUA afeta o mundo?





Os Estados Unidos já começaram o ano de 2008 com a sua estabilidade econômica ameaçada. A recessão já afetava em grande escala a produção do país, o desemprego aumentou, os salários caíram, os empresários precisaram reduzir os custos de manutenção das empresas e o país deixou de importar produtos. Todo um segmento de acontecimentos que prejudicaram a solidez, imagem e confiança do império americano.
A Crise está na boca de todas as pessoas do mundo. Será que afetará a nossa economia? Será que os Estados Unidos voltarão com a mesma força no cenário econômico após a crise? Seria a crise um retrato das consequências da política de guerra adotada por Bush? Será que a crise á apenas mais uma jogada de manipulação dos Estados Unidos para demonstrarem novamente o seu poder para todo o mundo? Várias questões e hipóteses são constantemente levantadas em relação à real profundidade da crise e quais são suas reais causas.
Mas independente de o que ela seja na verdade, ela está aí para nós vermos, está acontecendo e pode prejudicar sim o Brasil e outros países emergentes, se essa já não for a sua causa. Afinal um grande grupo de países subdesenvolvidos estão começando a emergir no cenário econômico mundial como possíveis potências em um futuro próximo, o que afetaria a hegemonia econômica e o poder de influência que os Estados Unidos mantêm sobre esses países. Em outros tempos isso seria motivo para uma guerra declarada, agora é motivo para crise.
O Brasil é um dos países que podem ser afetados por essa crise, afinal é um dos países que mais exporta produtos e alimentos para os EUA e se fosse preciso ficaria sem os produtos para abastecer o irmão do norte. Mas a crise não pode afetar o Brasil drasticamente, não podemos deixar que isso aconteceça, pois é nesse momento que nós também mostraremos para o mundo o nosso poder de reabilitação enquanto enfrentamos adversidades.
O Governo precisa fortalecer nossos bancos centrais e nossos fundos de investimentos. Talvez já seja possível que isso aconteça com a arrecadação astronômica que o Governo brasileiro consegue tirar de vantagem em cima da população.
Agora mais do que nunca é preciso mostrar que conseguimos caminhar com as nossas próprias pernas e quebrar as correntes de dependência que nos mantém presos à economia americana.
Difícil?
Não tanto quanto criar e inovar roteiros hollywoodianos que emplaquem tão bem no mundo como os adotados pelo Governo americano com o objetivo de desestruturar e enfraquecer outra base política que não seja a própria.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ondas de progresso. Há como manter uma democracia entre a sociedade?

Alvin Toffler, um autor que se destacou defendendo o liberalismo, trabalha o conceito das Três Ondas que marcaram a evolução do ser humano em determinado momento da história.


A primeira onda surgiu na Idade Média, foi uma sociedade condicionada através do capital agrícola. A comunicação entre a grande massa dessa época era interpessoal, as pessoas tinham conhecimento apenas daquilo que era dito entre elas. As grandes obras que eram escritas se restringiam apenas ao uso da Elite, que era formada por poucas pessoas – normalmente o Império, o Clero e a Burguesia tinham acesso – o que fazia com que a grande massa apenas servisse às necessidades dessa pequena parcela que tinha conhecimentos e informações necessárias para manipular essas pessoas.


A Segunda Onda veio junto com a Revolução Industrial. A economia aqui está contida na matéria-prima que é usada para a criação de produtos inovadores nas Indústrias. Essa é a época em que a comunicação começa a estourar na sociedade, jornais começam a ser produzidos e as pessoas passam a ter um conhecimento maior sobre os acontecimentos ao redor do mundo e do tamanho de sua diversidade e diferenças culturais e ideológicas, graças ao movimento contra a censura da imprensa que aconteceu na França do Século 18, mas

ainda não é o necessário para que as pessoas possam agir e ter uma influência maior nas decisões a serem tomadas a respeito de suas necessidades. Passa-se a ter um controle maior ainda sobre as pessoas com a necessidade de "passar o cartão".



A Terceira Onda é a onda da Sociedade Pós-Moderna, onde nem a terra e nem a matéria prima que está embaixo dela são os maiores propulsores da economia mundial, e sim o Conhecimento. Toffler defende aqui uma sociedade desmassificada onde os ganhos não seriam por dias trabalhados e sim por produtividade. Revistas, Jornais Impressos, Televisivos ou On-line teriam um segmento específico, onde abordariam uma cultura mais democrática e menos aberta às massas. Ainda não podemos afirmar com convicção que já fazemos parte dessa

onda, mas também não seria errado de nossa parte afirmar que o momento atual da sociedade é de transição para essa Terceira Onda.


Um dos planos de entrada a essa nova onda pode estar nos modelos de democracia digital, onde a idéia de participação da cidadania entendida como ocupação civil da esfera política encontra na internet as possibilidades técnicas e ideológicas da realização de um ideal de condução popular e direto dos negócios públicos. Atualmente o quadro da política mundial está em crise. Cabe à esfera civil, como sua única função, autorizar e eleger os políticos, que têm como uma de suas funções produzirem a decisão política na forma de lei e na forma de decisões do governo. Percebemos então um grave dilema, os cidadãos autorizam pessoas a intervir e servir suas idéias, mas eles mesmos não podem fazer isso, pois confiaram essa tarefa à esfera política, que tem como único vínculo constitucional para com a população o vínculo eleitoral. Democracia essa que, historicamente, não tem dado certo. A introdução de uma nova infra-estrutura tecnológica faz ressurgir fortemente as esperanças de modelos alternativos de democracia. Estes modelos giram ao redor da idéia de democracia participativa deliberativa, na qual a Internet é uma das ferramentas que mais inspiram essa idéia.


A idéia é dar novas funções à esfera civil, que está em crescente atrofia no que diz respeito a assuntos do Estado. Existem várias formas para que a sociedade interfira no cenário político, desde a formação de um consistente e expandido debate público on-line, discutindo temas de relevância política, passando pela manifestação da vontade popular em todas as dimensões da esfera de visibilidade pública, até as formas de organização popular não governamental voltadas à reivindicação, mobilização e formação da opinião e da vontade pública e à pressão sobre governos em particular e sobre a esfera política em geral, podendo assim interferir na decisão política e fazer com que o Estado respeite a disposição e opinião pública, o que acarretaria em uma transparência maior e maior número de objetivos cumpridos e

m relação ao desenvolvimento social, educacional, cultural e intelectual de todos, ocorrendo o tal processo de desmassificação defendido na Terceira Onda.


Essa idéia de fazer com que a Sociedade interaja e interfira nas decisões do Estado é simplesmente única, e com tamanha tecnologia à nossa disposição hoje em dia até poderia ser posta em prática, mas ainda existe certo atraso na população que não estaria preparada para essa inovação de imediato, pelo menos no Brasil, onde apenas 7,8% da população possuem algum tipo de certificado de conclusão de curso superior e entre elas apenas 0,4% possuem mestrado ou doutorado, o que é um dado preocupante, pois retrata o quanto a sociedade ainda não está preparada e apta para assumir tamanha responsabilidade. A responsabilidade de tentar guiar o seu Estado para os eixos certos de desenvolvimento sustentável. Quaisquer discussões acerca da democracia direta e digital só fazem sentido quando resolvidos os problemas de exclusão social, política e digital.